“Repare se os dias não ficam mais simples se a gente os deixa seguir sem fazer muitas perguntas... Muitas vezes viver o que - aparentemente - não faz sentido é o que mais dá sentido as nossas vidas.”
Eu diria: - Uma sábia reflexão. Muito bem, Meg! Escolher o que dá sentido a vida é quase uma tarefa sem fim diante da rotatividade e mutação das emoções. Tem gente que gosta do frio, tem gente que gosta do quente. Tem aqueles que adoram debates - com assuntos polêmicos de preferência – a fim de alimentar seus corações soberbos, testar seu poder de manipulação, e o quanto podem ser “adorados” pelas mentes preguiçosas. Tem aqueles que em seu silêncio extraem o melhor destes debates, as idéias soltas que se bem empregadas tornariam o nosso mundo um lugar mais justo, talvez! Acredito que vivo sob o regime da paixão, a paixão que tenho pelas minhas criações, a paixão que tenho pela vida (sem excessos), a paixão que sinto pelas pessoas rs... Sim! Sou apaixonada por algumas e não vejo mal algum em ser assim. Se parássemos só um pouquinho pra pensar que evitamos o óbvio pelo simples fato dele ser simples, claro, talvez o índice de equívocos e desafetos fosse rebaixado a nada. Identificar o que nos faz mais feliz é desafiador. Nem sempre uma aventura é o que realmente nos satisfaz. Por vezes os sinais estão piscando e não é dada devida atenção. E concluindo mais uma reflexão, o que faz total sentido pode estar ao leve tocar das mãos. Verdade, pare para reparar.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Compor.
Domingo à tarde sento-me em frente a escadaria do prédio vizinho com tanta emoção explodindo em meu coração. Minha mais nova diversão tem cordas, afinador e muita inspiração. Depois de algum tempo ela voltou. Transbordar em sons o amor, a alegria, a paz. Dividir em partes a representação do especial: beleza, intelecto e cheiro são espirituais. Tudo que fica é espiritual. A genuína importância de cada ser, um filhotinho e sua mamãe. Adoro a sublime disparidade entre os quereres, eu a ti querendo por algum tempo, e tu insistes em querer o breve momento. Ah o imperfeito... Se renova em meio peito o apego, poesia.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Refletindo - Parte I
Como fui boba ao pensar poder viver sem o amor, sem seus caminhos truculentos que por vezes aparenta-nos mais prazerosos. Quantos beijos, afagos, abraços apertados acompanhados de um “eu amo você” ao pé do ouvido como um sussurro, deixei escapar por medo da entrega, por timidez, por insegurança?! Como fui boba ao desejar o tênis mais caro, e me sentir um tanto por fora quando não pude comprá-lo. Tantos e tantas não têm os pés para usá-los e tocam sua vida com uma leveza jamais vista; enquanto uns se vitimam, outros agradecem a dádiva da vida, estar vivo é o grande lance. Como fui boba! Será que eu realmente seria mais feliz, se tudo me fosse possível? Como fui boba ao desejar ter os melhores amigos do mundo, serviu apenas para me encantar cada vez menos com pessoas. Meus cachorros foram mais leais. Como fui boba ao tentar fugir do inesperado, de tudo que sai do meu controle. A verdade é que não tenho nada sob controle, tudo pode mudar numa fração de segundos. E como isso pode ser assustador! É tudo uma questão de perspectiva. Demorei em perceber como adoro desenho animado e o quanto me divirto assistindo-os, demorei também a perceber que no fundo sou bem sentimental, um tanto piegas e muito introspectiva. Como fui boba ao tentar ser melhor, melhor?Melhor do que o que, alguém, ou melhor, pra mim? A vida não vai ser mais legal comigo se eu for “uma pessoa muito correta”, não mesmo. Ser eu mesma no maior espaço de tempo, já está de bom tamanho. Como fui boba ao pensar ser alguém especial e descobri que de alguma forma todo mundo é, ou seja, não há nada de grandioso nisso. Ser único parece-me mais relevante. Boba eu fui, e serei anos a fio. Compreender o processo de maturação requer astúcia, sensibilidade, é preciso estar atento! O que fui não existe mais; o que sou, passou; e o que vou ser, construo no agora que já evaporou.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Madrugada.

Madrugada, o desejo rouba-me o sono.
Suas mãos delicadas entrelaçam meu tato,
Imagino-as percorrendo outros espaços.
O que este moço quer mim, tirando-me o sossego
Ocupando minha vida desta forma assim?
Quieto, silencioso, queimando... Dentro de mim.
O céu no inferno, acolhendo meu corpo em teus braços fortes,
Horas à perder... Emaranhados, os nossos corpos.
Teu cheiro, meu suspiro incontido, toma-me sem apego, sem pudor!
Parta e reparta-me, sou tua.
Discreta, profana, na tela as cores duma menina,
Que em tua composição revelas mulher.
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