Lidar com o abstrato é passear descalço no escuro. Sentimentos parecem ser testados o tempo todo, a cada equívoco a gente repensa o rumo que damos em nossas vidas. Pena o amor seja sempre sacrificado, sendo ele a mais comum das emoções, vem sido tratado de forma tão leviana... Isto ainda me assusta. Todo mundo quer ser amado, muito mais até do que amar alguém. A questão é que para amar alguém, é necessário uma serie de coisas que nem todo mundo se dispõem a praticar, sem contar no risco de ainda assim não ter ricíprocidade. É exercitar diariamente a paciência, o cuidado, a alegria sobretudo a vibração de que vai dar certo, porque a vida foi feita pra dar certo. Nenhum erro passado, nada me fará desacreditar em cada ponta de felicidade que insiste em nascer todos os dias e de tudo o mais, que o "amor, por favor, permaneça."
segunda-feira, 4 de junho de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Escolha.
Por imposição do tempo, faz-se a escolha. Tempo que não perdoa. Tempo que nada esquece. Quando forçado a cumprir o que não era pra ser, finda qualquer coisa que havia por questão de tempo, guarda o que foi bom em telas pintadas na parede da memória e deixa as cicatrizes como lembrança do que não deve ser repetido. Dura-se o tempo que tem que durar, afinal eterno mesmo só a vontade de que nunca se acabe.
domingo, 25 de março de 2012
Amor em versos.
Ocupar teu coração até que não haja chão sem marcas minhas. Beijar-te o corpo inteiro... Pós tanto calor, num afago sereno, te olhar com a mesma expressão de quando ganha chocolate aquela que te amou desde a primeira visita; Desconfio até que ela tenha fuçado a caixinha onde guardo todos os sentimentos que tenho por ti e, por evolução espiritual, ama-te com mais clareza. Clara como a luz do meu quarto acesa nas madrugadas em que te escrevo em versos, o amor que ainda não compreendi.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
7.
E quando afasta-se de alguém, não de forma premeditada, e este alguém volta pra você como se toda a sede da noite anterior fosse sobretudo, saciada em teu beijo?!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Loja de IN-Conveniência
Pelas madrugadas da vida, com um pouco de lucidez, constato o quanto a juventude (me incluo) é “vítima” do caos cultural que se encontra a nossa saudosa Bahia.
Volto por vezes de Salvador e assim como o nascer do sol, tenho a plena certeza de que pelo caminho vou me deparar com postos de gasolina e suas respectivas lojas de conveniência, cheias! Pessoas ocupando até a terceira linha na pista; Em minha cabeça fica martelando sempre a mesma pergunta: - Que tipo de lazer é esse?! Ora Lais, só se é jovem uma vez! Só se é idoso uma vez também, até que se prove o contrário, é claro! Portanto, não justifica.
A exposição nesses lugares me aterroriza. Quase não vejo gente realmente interessada em semear consciência crítica nos intitulados “futuro da nação”. Sinceramente, me pergunto que poder é este que o contexto mídia tem de manipular e fazer o lixo parecer tão agradável?
É bem verdade que o suposto modelo de coisa “fina” (imposto pelo mesmo) automaticamente remete ao estereótipo de pessoas chatas, entupidas de palavras “difíceis”, vaidosas e quase sempre muito hipócritas. O jovem da periferia culpa quem governa pela falta de acesso, uma realidade. Mesmo assim, valendo-se desta cruel realidade, aceita a falta de assistência e a partir daí, qualquer prazer o diverte. E o jovem burguês? Pode reclamar da falta de acesso? Pode mesmo? O que chama atenção é que ambos vêm compactuando do mesmo tipo de ”lazer”, onde os mais abonados enfeitam seus carrões e os menos abonados ficam de longe almejando uma realidade tão fútil quanto aqueles que fazem disso prioridade na sua vida.
Surge mais uma indagação: - Será que a galera (leia-se: juventude) tem consciência disso? Receio que não, pois, se esta realidade se potencializa é sinal de que ninguém ou poucos estão atentos aos males posteriores digo, no lugar da evolução, firma-se a involução. Reverter este quadro não é tarefa fácil e, eu nem sei se isto é realmente possível. Talvez seja mais uma realidade utópica, mesmo assim ainda acredito na mudança. Se cada um de nós que passa a maior parte do dia conectado nas redes sociais, compartilharmos mais informes interessantes, seja político (de preferência imparcial, ou o mais próximo disso), educacional, artístico, extinguindo o hábito maléfico de cultuar a desgraça alheia, no mínimo provocaria debates mais produtivos. Afinal, somos dotados de um poder imensurável que é o raciocínio, e é até pecado não fazer uso dele, não é verdade?
Volto por vezes de Salvador e assim como o nascer do sol, tenho a plena certeza de que pelo caminho vou me deparar com postos de gasolina e suas respectivas lojas de conveniência, cheias! Pessoas ocupando até a terceira linha na pista; Em minha cabeça fica martelando sempre a mesma pergunta: - Que tipo de lazer é esse?! Ora Lais, só se é jovem uma vez! Só se é idoso uma vez também, até que se prove o contrário, é claro! Portanto, não justifica.
A exposição nesses lugares me aterroriza. Quase não vejo gente realmente interessada em semear consciência crítica nos intitulados “futuro da nação”. Sinceramente, me pergunto que poder é este que o contexto mídia tem de manipular e fazer o lixo parecer tão agradável?
É bem verdade que o suposto modelo de coisa “fina” (imposto pelo mesmo) automaticamente remete ao estereótipo de pessoas chatas, entupidas de palavras “difíceis”, vaidosas e quase sempre muito hipócritas. O jovem da periferia culpa quem governa pela falta de acesso, uma realidade. Mesmo assim, valendo-se desta cruel realidade, aceita a falta de assistência e a partir daí, qualquer prazer o diverte. E o jovem burguês? Pode reclamar da falta de acesso? Pode mesmo? O que chama atenção é que ambos vêm compactuando do mesmo tipo de ”lazer”, onde os mais abonados enfeitam seus carrões e os menos abonados ficam de longe almejando uma realidade tão fútil quanto aqueles que fazem disso prioridade na sua vida.
Surge mais uma indagação: - Será que a galera (leia-se: juventude) tem consciência disso? Receio que não, pois, se esta realidade se potencializa é sinal de que ninguém ou poucos estão atentos aos males posteriores digo, no lugar da evolução, firma-se a involução. Reverter este quadro não é tarefa fácil e, eu nem sei se isto é realmente possível. Talvez seja mais uma realidade utópica, mesmo assim ainda acredito na mudança. Se cada um de nós que passa a maior parte do dia conectado nas redes sociais, compartilharmos mais informes interessantes, seja político (de preferência imparcial, ou o mais próximo disso), educacional, artístico, extinguindo o hábito maléfico de cultuar a desgraça alheia, no mínimo provocaria debates mais produtivos. Afinal, somos dotados de um poder imensurável que é o raciocínio, e é até pecado não fazer uso dele, não é verdade?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Insone.
E o sono, cadê?
- Foi tirado por gente que parece ter veneno na pele,
no sabor, no cheiro. Gente que só de encostar desequilibra,
ata um laço e toma pra si o corpo, a alma, mente e o coração.
- Foi tirado por gente que parece ter veneno na pele,
no sabor, no cheiro. Gente que só de encostar desequilibra,
ata um laço e toma pra si o corpo, a alma, mente e o coração.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A vida é cheia de graça.
Gasto horas olhando teu retrato.
Tenho profunda estima por sua fala, pois,
Quando você fala, responde cada interrogação
Chata que faz palpitar meu coração.
Tenho apreço por tua pele, o cheiro do teu cabelo,
O olhar vivo, às vezes me diz muito, às vezes não diz nada.
É tanto riso achado, perdido...
A vida é mesmo cheia de graça!
Quando mais desprevenido se está, o amor,
Arteiro como só ele é (e sabe ser), te apresenta
Com um cachecol no pescoço,
Sob a luz do foyer de um teatro misterioso,
O que te faz repensar uma vida inteira.
Alguns minutos de conversa já não são mais suficientes.
Minutos passam a ser horas, horas passam a ser dias,
Dias passam a ser meses, então perde- se a noção do tempo.
A não ser do tempo que passamos longe,
Ah, este aparenta não ter fim!
Agora que minha alma embriagada de poesia está,
Nem lembro mais quem amei, ou em quantas partes
Foi partido o meu coração antes do meu bem chegar.
Não porque de fato tenha esquecido, não sofro de amnésia o suficiente para isto.
E sim, porque meu coração já não faz questão de lembrar.
Escrevi em tantas linhas o que Zélia, com imensurável primor sintetizou, a tua existência na minha.
Disse-lhe: “- Por que em tão pouco tempo, faz tanto tempo que eu te queria?”
Lais Martins, 25.01.2012, 03:20 da manhã.
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